Atualidades

Setembro 5, 2025

Empresas & Negócios: Rui Costa e Sousa & Irmão prevê duplicar produção de bacalhau demolhado nos próximos três anos

Mudança de hábitos de consumo leva a investimentos de cerca de 2,5 milhões de euros na fábrica da Gafanha da Nazaré, no concelho de Ílhavo

Diário de Aveiro – https://bit.ly/4tCYxkt

Em entrevista ao Diário de Avei­ro, a administração do Rui Costa e Sousa & Irmão, S.A. (RCSI), – grupo cujas origens remontam a 1929 e que é hoje referência internacional na fileira do bacalhau – abriu(-nos) as portas do (seu) futuro, não esquecendo de falar sobre o passado e o presente.

Diário de Aveiro: Rui Costa e Sousa & Irmão: que grupo empresarial é es­te? Como nasce? Pela mão de quem?
RCSI: É uma referência internacional na fileira do bacalhau, com uma estrutura empresarial verticalizada que assegura o controlo total da cadeia de valor, desde a origem da matéria-pri­ma até à entrega ao consumidor final. Fundado em 1981, em Tondela, por Rui Costa e Sousa e o seu irmão [Sérgio], o RCSI cresceu com base numa filosofia de seriedade, credibilidade e foco na satisfação dos clientes. A sua história está liga­da à tradição portuguesa, com raízes que remontam a 1929, através da aquisição da Brites, Vaz & Irmãos, a mais antiga seca de bacalhau em Portugal. Ao longo das décadas, o grupo evoluiu, modernizou-se e consolidou-
-se como um dos principais operadores do setor do país, mantendo sempre uma forte ligação às raízes familiares e a Ílhavo, berço da cultura bacalhoeira. Com uma visão estratégica o­rientada para o crescimento sustentável e a excelência, inici­ou um processo de internacionalização que o posiciona hoje como um dos poucos operadores portugueses com presença direta em países chave da fileira do bacalhau.
No Brasil, através da em­pre­sa Brascod Ltda., reforça a sua capacidade de distribuição e adaptação ao mercado sul-a­mericano, com entrepostos comerciais em São Paulo e Rio de Janeiro. Esta operação permite responder com agilidade às exigências locais, oferecendo produtos ajustados às preferências dos consumidores brasileiros. A aposta na Noruega, país de origem do bacalhau do Atlântico Norte, permitiu ao RCSI controlar a matéria-prima des­de a captura. Com unidades próprias (a Andenes Fiskemottak A.S. e a Andøya Fi­sheries A.S., no Círculo Polar Ártico), o grupo assegura a receção, escala e salga do pei­xe com os mais e­levados padrões de qualidade e sustentabilidade. Es­ta presença direta na origem é um dos grandes diferenciais competitivos, garantindo rastreabilidade e consistência ao longo de toda a cadeia de valor. A atuação no Brasil e na Noruega é parte de uma estratégia global que o torna no único operador português com unidades próprias nos dois extremos da cadeia – desde o mar da Noruega até à mesa do consumidor brasileiro – reforçando a sua posição co­mo líder global na fileira do bacalhau.

Atualmente, quais são as empresas que o compõem?
Rui Costa e Sousa & Irmão, S.A. (sede em Tondela); Brites, Vaz & Irmãos, S.A. (duas unidades de produção na Gafanha da Nazaré), Brascod Ltda. (empre­sa brasileira com entrepostos em São Paulo e Rio de Janeiro); Andenes Fiskemottak, A.S. (fábrica estação de receção de pei­xe em Andenes, na Norue­ga); An­doya Fisheries, A.S. (unidade de escala e salga em Andenes, na Norue­ga); e UsaCod (empresa nor­te-
-americana pa­ra comercialização e distribuição, em New Jersey, nos Estados Unidos).

Quantos colaboradores tem?
O grupo conta atualmente com cerca de 500 colaboradores, distribuídos pelas áreas de produção, logística, comercial, mar­keting e administração, entre Portugal, Brasil, Noruega e Estados Unidos da América.

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