Mudança de hábitos de consumo leva a investimentos de cerca de 2,5 milhões de euros na fábrica da Gafanha da Nazaré, no concelho de Ílhavo
Diário de Aveiro – https://bit.ly/4tCYxkt
Em entrevista ao Diário de Aveiro, a administração do Rui Costa e Sousa & Irmão, S.A. (RCSI), – grupo cujas origens remontam a 1929 e que é hoje referência internacional na fileira do bacalhau – abriu(-nos) as portas do (seu) futuro, não esquecendo de falar sobre o passado e o presente.
Diário de Aveiro: Rui Costa e Sousa & Irmão: que grupo empresarial é este? Como nasce? Pela mão de quem?
RCSI: É uma referência internacional na fileira do bacalhau, com uma estrutura empresarial verticalizada que assegura o controlo total da cadeia de valor, desde a origem da matéria-prima até à entrega ao consumidor final. Fundado em 1981, em Tondela, por Rui Costa e Sousa e o seu irmão [Sérgio], o RCSI cresceu com base numa filosofia de seriedade, credibilidade e foco na satisfação dos clientes. A sua história está ligada à tradição portuguesa, com raízes que remontam a 1929, através da aquisição da Brites, Vaz & Irmãos, a mais antiga seca de bacalhau em Portugal. Ao longo das décadas, o grupo evoluiu, modernizou-se e consolidou-
-se como um dos principais operadores do setor do país, mantendo sempre uma forte ligação às raízes familiares e a Ílhavo, berço da cultura bacalhoeira. Com uma visão estratégica orientada para o crescimento sustentável e a excelência, iniciou um processo de internacionalização que o posiciona hoje como um dos poucos operadores portugueses com presença direta em países chave da fileira do bacalhau.
No Brasil, através da empresa Brascod Ltda., reforça a sua capacidade de distribuição e adaptação ao mercado sul-americano, com entrepostos comerciais em São Paulo e Rio de Janeiro. Esta operação permite responder com agilidade às exigências locais, oferecendo produtos ajustados às preferências dos consumidores brasileiros. A aposta na Noruega, país de origem do bacalhau do Atlântico Norte, permitiu ao RCSI controlar a matéria-prima desde a captura. Com unidades próprias (a Andenes Fiskemottak A.S. e a Andøya Fisheries A.S., no Círculo Polar Ártico), o grupo assegura a receção, escala e salga do peixe com os mais elevados padrões de qualidade e sustentabilidade. Esta presença direta na origem é um dos grandes diferenciais competitivos, garantindo rastreabilidade e consistência ao longo de toda a cadeia de valor. A atuação no Brasil e na Noruega é parte de uma estratégia global que o torna no único operador português com unidades próprias nos dois extremos da cadeia – desde o mar da Noruega até à mesa do consumidor brasileiro – reforçando a sua posição como líder global na fileira do bacalhau.
Atualmente, quais são as empresas que o compõem?
Rui Costa e Sousa & Irmão, S.A. (sede em Tondela); Brites, Vaz & Irmãos, S.A. (duas unidades de produção na Gafanha da Nazaré), Brascod Ltda. (empresa brasileira com entrepostos em São Paulo e Rio de Janeiro); Andenes Fiskemottak, A.S. (fábrica estação de receção de peixe em Andenes, na Noruega); Andoya Fisheries, A.S. (unidade de escala e salga em Andenes, na Noruega); e UsaCod (empresa norte-
-americana para comercialização e distribuição, em New Jersey, nos Estados Unidos).
Quantos colaboradores tem?
O grupo conta atualmente com cerca de 500 colaboradores, distribuídos pelas áreas de produção, logística, comercial, marketing e administração, entre Portugal, Brasil, Noruega e Estados Unidos da América.